Característica tradicional da Alemanha arranca empate frente à França

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Já é um clichê que está se perpetuando na história da seleção alemã de seguidas gerações: desistir jamais, lutar até o apito final.

E foi exatamente isto que aconteceu ontem à noite em Colônia. Os comandados de Joachim Löw, estiveram duas vezes atrás no placar. Durante boa parte da partida com a França foram continuadamente surpreendidos pelos mortais contra-ataques dos ” le bleus”, deixando a defesa germânica em alvoroço.

No entanto, continuaram jogando do mesmo jeito, do começo ao fim: trabalhando a bola, trocando  passes, afunilando o jogo pela faixa central perto da grande área, sem se apavorar.

Acabaram sendo recompensados no último minuto dos acréscimos: Özil recupera bola no meio de campo, um passe sob medida para Götze que dá um leve toque na bola endereçada a Stindl que se infiltrava em diagonal na grande área. E o gol que daria números finais ao placar: 2 a 2.

E assim, a Alemanha encerra 2017 sem ter perdido um jogo sequer no ano: 11 vitórias e 4 empates. Ao todo, está há 21 jogos sem amargar uma derrota.

Mas, Joachim Löw não deve se iludir com meras estatísticas. Ele sabe que há setores no time que precisam de toda sua atenção. Se no gol, com Neuer, ter Stegen e Trapp, assim como no zaga central, com Hummels, Boateng, Rüdiger e Süle, o técnico pode contar com substitutos que, numa eventualidade, poderão substituir os titulares sem queda de rendimento, nas laterais a situação se complica.

No lado direito Kimmich é o titular, mas não tem substituto à altura. No jogo contra a França, Can mostrou que não tem a menor condição para jogar nesta posição. Na lateral esquerda, não há substituto para Hector, apesar da boa estreia de Halstenberg contra a Inglaterra.

Já o meio campo, tanto defensivo, como ofensivo, está coalhado de talentos. Se todos estiverem em boa forma, Löw terá um problema: o problema da escolha de quem vai para a Copa e quem vai assisti-la pela TV em casa.

Já no ataque reside outra preocupação para Löw: o único atacante de ofício da Alemanha chama-se Timo Werner. Neste setor, acontece com a seleção alemã, guardadas as devidas proporções, o que ocorre com o Bayern Munique: a dependência de um único atacante. No caso dos bávaros é Lewandowski.

De outro lado, nenhuma seleção nacional que vai para a Copa do Mundo, tem uma comissão técnica tão entrosada como a Alemanha. Com Joachim Löw há 11 anos no comando, todos integrantes se conhecem “decor e salteado”. Cada um sabe o que está fazendo. O sistema de trabalho está estruturado e isto vale também para os jogadores, inclusive para aqueles que estão chegando agora: são integrados no sistema onde, por sinal, não há fogueira de vaidades.

Perguntado depois do jogo se ele não está preocupado com as lacunas que o time alemão apresentou durante o jogo contra a França, Joachim Löw respondeu: “Não vou perder uma noite de sono por causa disso nem ficar nervoso. Acharemos uma solução.”

É a voz da experiência.

Gerd Wenzel

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