Jogo de vida ou morte para a Alemanha neste sábado contra a Suécia

Às vésperas da hora da verdade que se aproxima inexoravelmente para a seleção alemã, é preciso falar sobre como a Mannschaft ainda pode sair vitoriosa da fase de grupos desta Copa do Mundo. Tudo, ou quase tudo, vai depender de como o técnico Joachim Löw escalará o time que encara a Suécia neste sábado em Sóchi.

Não precisa ser nenhum especialista para ter percebido que o setor mais vulnerável do time na sua primeira partida nesta Copa foi a sua defesa, especialmente pelo lado direito. O México cansou de mandar bolas longas por aquele setor, nas costas de Joshua Kimmich. Foi por ali que saiu o gol da vitória mexicana.

Consequentemente, é fundamental, antes de mais nada e acima de tudo, estabilizar a defesa. Parece fácil, mas não é, ainda mais que Löw, na coletiva de imprensa desta sexta-feira, informou que não poderá contar com Mats Hummels por conta de uma lesão na coluna cervical.

Considerando a vocação ofensiva de Joshua Kimmich, o primeiro volante Sami Khedira e, eventualmente até Toni Kroos, vão precisar dar uma proteção mais eficiente às laterais da defesa alemã.

As qualidades ofensivas de Joshua Kimmich são indiscutíveis, mas alguém precisa cobrir o setor dele na defesa. Talvez fosse o caso de jogar com três zagueiros, mas com a contusão de Hummels, esta opção parece estar descartada. Seria uma pena porque a Alemanha, com o time B, ganhou a Copa das Confederações com esta configuração defensiva.

No meio campo ofensivo, a solução óbvia é Marco Reus como titular no lugar de Mezut Özil. Com Reus, a Alemanha ganha em armação, velocidade, criatividade e finalização, qualidades que apareceram muito pouco na partida contra o México. E tem mais um detalhe: optando por Reus, o acionamento de Timo Werner no ataque, se tornará mais efetivo por conta dos lançamentos precisos do meio campista auri-negro.

Teríamos então um trio ofensivo com Müller – Reus – Draxler, que, dependendo do desenrolar do jogo poderia ser também formado por Brandt – Müller – Reus. Tanto na primeira como na segunda formação, o jogo da Alemanha ganharia, e muito, em qualidade. E Timo Werner, como único atacante de ofício, também se beneficiaria.

Além das mudanças táticas e alterações na escalação do time, outro fator fundamental diz respeito à postura em campo. O que se viu contra o México neste quesito foi, em alguns momentos, deprimente. Faltou energia, intensidade, comprometimento. Faltou espírito, o espírito de um time vencedor. Como a Suíça, por exemplo, demonstrou contra a Sérvia nesta sexta-feira.

Juntando-se todos estes ingredientes, é possível sim a Alemanha superar a Suécia e partir para mais uma jornada vitoriosa como já fez em outras Copas do Mundo. Em 1982, por exemplo, perdeu o primeiro jogo (Argélia 1:2) e acabou chegando na final. Mais recentemente, em 2010, perdeu o segundo jogo para a Sérvia e acabou chegando em terceiro lugar.

Portanto, nem tudo está perdido, ainda.

Mas, quem avisa amigo é: em hipótese alguma a Mannschaft pode repetir sua atuação pífia como aquela que se viu diante do México. Neste caso, o risco é grande de sofrer sua primeira eliminação na fase de grupos em 80 anos. E isto diante da Suécia, de quem não perde um jogo oficial há 60 anos: foi na Copa de 1958 quando amargou uma derrota em Gotemburgo por 3 a 1 na semi-final.

Boa sorte Alemanha!

Gerd Wenzel

 

 

 

 

 

 

 

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    2 thoughts on “Jogo de vida ou morte para a Alemanha neste sábado contra a Suécia

    1. Espero ver a garra e força da seleção alemã. Estou confiante que eles vão dar a volta por cima.

    2. Desejo que a Alemanha não cruze ainda com o Brasil mas,caso cruze Brasil x Alemanha sou mais Brasil boa sorte Gerd Wenzel

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