Klopp enfático: “A vitória dos nossos avôs em 1984 não vai nos ajudar em nada hoje”

klopp vorNa véspera do jogo de volta em Roma pela semifinal da Champions League, um clima de inquietação toma conta do Liverpool após a saída do auxiliar técnico de Jürgen Klopp, Zeljko Buvac. Klopp não quis comentar o assunto, uma vez que está com todas as suas atenções voltadas para o duelo com a Roma. Segundo o alemão, o retrospecto positivo do Liverpool na “cidade eterna” não significa nada, e fez questão de mencionar a partida de volta pelas quartas de final entre Roma e Barcelona.

A inquietação por conta das diferenças entre Jürgen Klopp e seu braço direito de longa data Zeljko Buvac chegou na hora errada para o Liverpool. No jogo de volta nesta quarta-feira (02/05) em Roma, os Reds esperam garantir presença na final em Kiev após levaram a melhor no jogo de ida por 5 a 2. Porém o assento ao lado de Klopp no Estádio Olímpico estará vazio. Segundo o clube, Buvac pediu afastamento por conta de “questões pessoais”.  Durante a coletiva de imprensa ontem à tarde (01/05), Klopp não quis se manifestar sobre o tema: “Há um comunicado do clube. Não podemos dizer mais do que isso”.

O bom humor retornou quando Klopp foi questionado sobre o jogo de volta em Roma: “Estamos muito otimistas, é fantástico estar aqui. Vamos lutar pelos nossos sonhos. Queremos chegar na final”. Para o ex-técnico do Borussia Dortmund, “Os dois times merecerem chegar na semifinal. É uma bela história.”

Resultado do passado não vai ajudar nesta quarta-feira.

E por falar em história, a cidade de Roma traz boas lembranças ao Liverpool. Em 1984, os Reds foram campeões europeus na “cidade eterna”. Para o treinador, “o Liverpool tem muita história em Roma, mas ninguém da equipe acredita que triunfos passados vão nos ajudar. A vitória dos nossos avôs em 1984 não vai nos ajudar em nada hoje. É apenas um jogo em um estádio maravilhoso, em uma cidade incrível, contra uma equipe muito forte. Não se escreve a história a partir de previsões.”   (Nota do tradutor: Klopp estava se referindo à final de 1984 quando o Liverpool derrotou a Roma por 4 a 2 na cobrança de penalidades máximas).

Klopp volta sua atenção para o presente, para esta quarta-feira: “Amanhã, vamos jogar pra valer, não vamos ficar sentados esperando. O que mais queremos é mostrar um bom futebol. É pra isso que viemos aqui.”

“Não basta por um pé na final. Temos que por os dois pés na final.”

O meia holandês Georginio Wijnaldum afirmou que é quase impossível não pensar na final. Mas, ao mesmo tempo, ele contém a euforia: “Não basta por um pé na final. Temos que por os dois pés na final. Coisas impossíveis já aconteceram em jogos da Champions League. A Roma já demonstrou que a história das partidas pode mudar.”

Foi assim no jogo de volta pelas quartas de final, quando o clube italiano, após ser derrotado pelo Barcelona na ida por 4 a 1, ganhou por 3 a 0 em casa e seguiu em frente na competição.

“Ninguém disse ao Barcelona que era possível perder por 3 a 0 ou 4 a 0, porque ninguém achava que isso fosse possível. Esse caso serve de aviso, se bem que eu não preciso ser alertado.”

De: kicker.de

Tradução: Rodrigo Wenzel     https://br.linkedin.com/in/rodrigowenzel

Revisão: Gerd Wenzel

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