Müller: “Não existe racismo na seleção alemã”.

WM 2018 - Südkorea - DeutschlandApós o capitão da seleção alemã Manuel Neuer, Thomas Müller também se manifestou sobre o caso Mesut Özil. Para Müller, a discussão é hipócrita e foi endossada pela mídia.

Logo após Manuel Neuer romper o silêncio e se manifestar em relação à aposentadoria de Mesut Özil da seleção alemã, Thomas Müller também resolveu falar pela primeira vez sobre o tema.

Como parte de uma conversa com a imprensa no centro de treinamento do Bayern Munique em Rottach-Egern, Müller disse que “os protagonistas não desempenharam bem suas funções, tanto pelo lado da Federação como pelo lado dos próprios jogadores.”

O tema foi “exagerado”

Müller afirmou que a “discussão é hipócrita, e ainda foi endossada pela mídia.” A Federação “só queria manter a paz, mas foram feitas cada vez mais perguntas para explorar o assunto, e aí o tema tomou uma proporção exagerada.”

“Para nós, jogadores, o tema não tinha toda essa dimensão. Deveríamos ter encerrado a discussão. No âmbito do esporte e da seleção não existe racismo”.

Mesut Özil havia justificado sua aposentadoria por conta de hostilidades racistas, mas em nenhum momento disse que houve racismo dentro da seleção.

“Os jogadores têm que render mais”

Em relação à reformulação da seleção alemã, Müller acha que alguns métodos internos têm que mudar. “Para nós, jogadores, o negócio é render um pouco mais e haver mais entrega em campo para que tudo dê certo”, disso o jogador de 28 anos.

Após o fracasso na Copa da Rússia,  o futebol alemão não deve se ocupar com “assuntos secundários”, segundo o meia. “Precisamos fazer planos para o futuro e depois segui-los de forma implacável. Temos que seguir o plano e voltar toda nossa atenção para o esporte”, disse Müller.

Porém o jogador não quis opinar sobre mudanças na direção esportiva da seleção após a primeira eliminação da Alemanha em plena fase de grupos da copa do mundo. “Não é adequado um jogador dizer em público o que têm em mente. É um grupo especial de pessoas que deve analisar e reformular a comissão técnica, o desempenho no Mundial e o estilo do futebol alemão”, concluiu Müller.

Fonte: www.spiegel.de

Tradução: Rodrigo Wenzel

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