O Bayern Munique indo mal das pernas: por que será?  

Após um bom início de temporada, o Bayern já está em crise. Jogadores e técnico estão claramente decepcionados. O site sport1 analisou o desempenho do Bayern nas últimas três partidas.

Pouca velocidade e muita lentidão

Hertha BSC - FC Bayern MünchenOs bávaros adoram ter a posse de bola. Quando não tem a bola no pé, a equipe tem muitas dificuldades de controlar o ritmo de jogo – e isso fica evidente em todos os setores do campo. A garotada do Ajax, cuja média de idade é de 24,4 anos, correu muito na partida da última terça-feira, enquanto que os bávaros (cujo elenco tem média de 30 anos de idade) ficou com a língua de fora.

Kingsley Coman, jogador que adiciona velocidade e dribles à equipe, está contundido e não vai retornar tão cedo. Serge Gnabry, desde a chegada de Kovac, ainda não brilhou. E os laterais David Alaba e Joshua Kimmich estão muito ocupados com suas funções defensivas.

Ribery e Robben (juntos somam 69 anos de idade) já não têm mais a mesma arrancada nos primeiros metros de um sprint. “Parece que não temos mais a mesma velocidade. Chegamos sempre um instante atrás”, explicou o holandês.

Criatividade de menos

O elenco do Bayern se conhece muito bem: contra Ajax e Hertha, nenhum novato entrou como titular. Mesmo assim, no setor ofensivo falta criatividade e improvisação. No início da temporada, era diferente.

Também ficou evidente a incapacidade de explorar as costas da zaga adversária, uma qualidade que marcou o estilo do Bayern nas jogadas com Lewandowski. Müller se esforça para criar este tipo de jogada, mas  não consegue.

Enquanto James Rodriguez esquenta o banco de reservas, como na partida contra o Ajax, Thiago mostrou ser ineficiente. “Temos poucas idéias para chegar no gol adversário. Criamos chances, mas em lances fortuitos. Por meio da posse de bola, temos que fazer o rival recuar para assim pressioná-lo”, criticou e exigiu Joshua Kimmich.

Frustração cresce

Dez minutos após o apito final da partida contra o Ajax, James foi embora sem dizer uma palavra e frustrado deixou a Allianz Arena. Mais uma vez, ele entrou só como coringa no segundo tempo. O colombiano é a maior vítima das rotações de Kovac – ainda não completou 90 minutos de uma partida nesta temporada.

Goretzka, Niklas Süle e Sandro Wagner também deixaram o estádio rapidamente e com cara de poucos amigos. Robben, que jogou mal contra o Ajax e foi substituído no segundo tempo, bem que tentou se segurar, mas deixou a impressão de que não digeriu bem sua substituição.

Por sua capacidade de fazer rotações, Kovac foi muito elogiado no início da temporada. Quem entrava em campo tinha boas atuações, e assim os reservas não tinham motivos para criticar. Mas esse não é mais o caso. E assim o clima na equipe está envenenado.

Erros elementares

Contra o Ajax, Thiago perdia a bola no meio de campo com muita facilidade quando o rival apertava  a marcação. Boateng desencadeou um contra-ataque do adversário ao errar um passe na faixa central do campo. E teve ainda muitos erros infantis na construção de jogadas.

O Bayern comete erros que, até a partida contra o Augsburg, eram bem raros. Kimmich deixou bem claro: “Ficamos imprudentes, mesmo com a posse de bola. Assim fomos descuidados, cometemos muitos erros e deixamos o rival jogar.” Kovac também fez críticas ao dizer que o time jogou de maneira muito negligente, não ganhou as divididas e deixou o rival sempre ficar com a segunda bola.”

Agora Kovac precisa fazer o Bayern retomar o caminho da vitória: e será contra o Borussia Mönchengladbach, neste sábado. Segundo Müller, “a equipe precisa juntar todas as suas forças para vencer e não importa como”.

Quem diria que uma frase dessas seria dita por um jogador do Bayern logo no início da temporada?

sport1

Tradução: Rodrigo Wenzel

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